HPV: Uma Infecção Silenciosa que Pode Ter Manifestações Invisíveis

Infecção Silenciosa e Sinais de Alerta

O papilomavírus humano (HPV) representa uma ameaça preocupante, relacionada a 99% dos casos de câncer de colo de útero e outros tipos de tumores, incluindo ânus, vulva, vagina, pênis, boca e garganta. Apesar disso, muitas vezes, sua presença no corpo não é percebida.

Com mais de 200 tipos, o HPV é transmitido principalmente pelo contato com a pele ou mucosas genitais, não se limitando à penetração sexual. Na maioria dos casos, o vírus permanece latente, causando inflamações e lesões que podem facilitar o surgimento de tumores.

Embora os tipos 6 e 11 do HPV sejam menos associados a tumores malignos e possam causar sintomas visíveis, os tipos mais potencialmente cancerígenos podem permanecer assintomáticos. Por isso, a vacinação é crucial, oferecendo maior proteção contra os tipos mais perigosos.

Os sinais de infecção pelo HPV podem incluir verrugas genitais, coceira, ardência e lesões. É essencial monitorar esses sintomas, mesmo que desapareçam naturalmente em cerca de 90% dos casos, pois o risco de câncer permanece.

Embora os sintomas visíveis sejam menos frequentes nos tipos menos cancerígenos do HPV, sua ausência não exclui a possibilidade de infecção por tipos mais agressivos. Os sinais geralmente aparecem entre dois e oito meses após a infecção.

Além do uso de preservativos, a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção, especialmente em jovens antes do início da atividade sexual. No SUS, a vacina está disponível em dose única para meninos e meninas de 9 a 19 anos, com opções para grupos vulneráveis até 45 anos. Na rede privada, qualquer pessoa com menos de 45 anos pode se vacinar.

A conscientização sobre os sintomas e a importância da vacinação são essenciais na luta contra o HPV e seus efeitos devastadores.

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