A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica e autoimune que, embora não tenha cura, pode ter sua progressão desacelerada com tratamento adequado.
Na próxima semana, o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla será lembrado, destacando a importância da informação sobre essa condição que afeta cerca de 40 mil pessoas no Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
A esclerose múltipla ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca erroneamente o sistema nervoso central, causando lesões no cérebro e na medula espinhal. As causas da doença ainda são desconhecidas, e não há prevenção comprovada. O tratamento, no entanto, pode aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença, permitindo que os pacientes mantenham uma boa qualidade de vida. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), avanços significativos têm sido feitos na melhoria da vida dos pacientes.
A Importância do Diagnóstico Precoce
Embora a esclerose múltipla não tenha cura, um diagnóstico precoce é fundamental para garantir um tratamento eficaz. Consultas e exames periódicos são essenciais, mesmo na ausência de sintomas aparentes. Ficar atento aos sinais iniciais da esclerose múltipla é crucial:
- Fadiga;
- Alterações intestinais;
- Dores;
- Alterações visuais unilaterais;
- Dores oculares;
- Dormência;
- Fraqueza;
- Alterações na força muscular;
- Problemas de coordenação e equilíbrio.
“Se o paciente não investigar os sintomas com um neurologista, a doença pode progredir”, alerta o Dr. Guilherme Torezani, coordenador de Doenças Cerebrovasculares do Hospital Icaraí. “Muitos desses pacientes são jovens, com toda uma vida pela frente, por isso, é essencial prevenir incapacidades e garantir uma melhor qualidade de vida”, acrescenta a Dra. Viviane Tavares, neurologista do mesmo hospital.
Reconhecer os sintomas e buscar ajuda médica rapidamente é vital para enfrentar a esclerose múltipla, garantindo que os pacientes possam viver de forma plena, apesar da doença.